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"na primeira noite
eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim
e não dizemos nada.
na segunda noite,
já não se escondem
pisam as flores,
matam nosso cão
e não dizemos nada.
até que um dia
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa
rouba-nos a luz
e, conhecendo nosso medo
arranca-nos a voz da garganta
e já não podemos dizer nada."
.::Sempre::.
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Itapeva, 30 de setembro de 2006
Se eu fosse votar
Por mim mesma, eu não poderia dizer que a política agora está pior do que nunca, porque não me lembro de algum dia ter me interessado por ela, então não me lembraria se algum dia já esteve pior do que está hoje. Mas é isso que dizem os jornais, as revistas, as pessoas, a política está pior do que nunca. Mais do que nunca, os políticos abusam de seus cargos para enganar o povo e encher o bolso deles mesmos. Eles ditam que devem prender os criminosos, e talvez impressionem alguém com isso, mas, no entanto, os principais criminosos estão lá, são os nossos representantes! Um exemplo aqui de Itapeva mesmo: o ex-prefeito da cidade, fez um calçadão aqui para nós, arrumou tudo, ficou lindo e blah. Até descobrirem umas coisinhas que ele fez. Hoje, não é mais prefeito, tá enfrentando quinze processos... é candidato a deputado estadual. E vai ganhar, quer ver? Enfim, uma medida que eu acho que ajudaria, é parar de obrigar o cidadão a votar. Aposto que uma boa porcentagem desse povo que vai, vai puto da vida e vota em qualquer um, ou anula o voto, vota em branco... gente que não está nem aí pra política, que pensa que não tem mais jeito mesmo. Se só fosse votar quem quisesse, embora diminuísse muito o número de eleitores, seriam votos totalmente válidos, ué. A pessoa está lá por livre e espontânea vontade, não porque o governo diz que ela deve estar. Resumindo, a política e os políticos hoje (nem todos, vá) estão uma bela porcaria, e se eu fosse votar amanhã, não votaria. Quem sabe quando chegar a hora de votar mesmo, essa lei não tenha mudado?
Itapeva, 03 de setembro de 2006
EXTRA!!! EXTRA!!!
É com enorme felicidade que venho comunicar que.............. A LU VIROU ANORMAL NOVAMENTE!!!! Estava eu aqui nessa linda manhã de domingo, a postar, quando ela veio me dar bom dia, ler o que eu estava escrevendo e dizer baixinho: - mã, tô com saudade do meu blog..... Ai que bom voltar a te ler, filha. Adoro suas linhas. Vem. Seja bem vinda de volta!
Mostra como é a vida pelas tuas lentes. Amo você.
Itapeva, 24 de agosto de 2006
Finalmente!
Depois de um longo e tenebroso inverno, consegui (com a ajuda da Lu) mexer nas fotos da 1ª Comunhão. Aí está ela de mãos dadas com meu amigo padre Dinho...
Itapeva, 12 de julho de 2006
Fotos? Ainda não!
As fotos ficaram prontas! Farei um curso básico rápido com minhas filhas.
Itapeva, 05 de julho de 2006
A 1ª Comunhão
Quando cheguei à Igreja, no sábado à noite, a primeira pessoa que cumprimentei foi o Padre Dinho. - Deus te ilumine! E nada de gracinhas, heim? Ele riu e me abraçou. Somos amigos de escola e, depois de nos perdermos pelo mundo, o reencontrei numa loja de 1,99 e quase caí dura e seca pra trás... - Padre? Como assim? Vocação. E toda vez que a gente se encontra, reafirma que é isso mesmo que ele queria da vida. Quem assiste a uma missa rezada por ele, sabe e sente que é a mais pura verdade. Foi ele que batizou Lu e Gi, numa cerimônia maravilhosa cuja história é contada aqui, (dias 21 e 25 de março, pra quem tiver curiosidade). Voltando à missa, mal começou e eu já estava chorando só de ver Lu entre as 10 meninas que iam fazer a 1ª Comunhão. Passou um filme na minha cabeça, desde quando ela nasceu e eu nasci junto: mãe. Chorei porque hoje ela me cobra que eu seja mais amiga do que mãe e eu não sei ser. Eu sei ser mãe. Ou acho que sei. E é difícil entender que minha filha cresceu, tá quase uma mulher e não se importa se seu quarto está arrumado ou se tem canetas e lápis no estojo que vai pra escola com a mochila cheia de papéis amassados. Durante a cerimônia tive algumas ausências, pedindo a Deus que naquele pedaço de farinha molhado no vinho, tivesse algum temperinho mágico e especial, capaz de tornar nossa convivência mais pacífica, mais proveitosa. Eu sei que estamos perdendo tempo com esses embates e que lá na frente, em alguma curva do caminho vamos sentar e rir, achando tudo bobagem. Então pra que esperar essa curva? Por que não sentamos agora e rimos de tudo? Por que não facilitamos? No final, Padre Dinho chama as meninas para fazerem a benção final com ele. Lu fica, casualmente, ao lado dele. Após a prece, ele a abraça e ... - Vem cá, Luiza. Abraçando você, estou abraçando todas as meninas. Mas por que especialmente você? Porque eu sou amigo da sua mãe e da Rita, sua madrinha de fé. Já te batizei, estou fazendo sua 1ª Comunhão e espero fazer o seu casamento. Isso pode demorar um pouco né? Já que não pude casar meus amigos, vou casar seus filhos... Depois das fotos, dos beijos, das flores, cheguei bem perto do ouvido dele e... - Eu pedi pra você não fazer nenhuma gracinha, né? Um abraço apertado sela e confirma nossa amizade. De volta ao lar, doce lar, a vida segue seu curso normal. Percebo que o tal temperinho mágico não cai do céu. Somos nós, dia a dia, que temos de cultiva-lo.
Itapeva, 25 de junho de 2006
Salve-nos, Rainha...
Hoje Lu passa o dia fora, em um retiro espiritual. Lá foi ela de mala e cuia, bíblia, terço, lanche e medo de não saber dizer as orações que não decorou. Agora de manhã veio me perguntar como era mesmo a Salve, Rainha, porque chegava no meio e embatucava com aquelas palavras complicadas. Fui rezando com ela e... lembrando!!! Salve Rainha, ó clemente, Rogai por nós Santa mãe de Deus. Lá foi ela e eu fico aqui pedindo à Nossa Senhora que nos ilumine, que a gente se entenda. Por que, tá difícil. Tá bastante difícil.
E o que mais me dói e machuca é essa frieza entre a gente que não sei dizer de onde começou, que vem das raízes e seca qualquer iniciativa minha de calor e afeto. Salve-nos, Rainha, desse frio... |
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