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"na primeira noite
eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim
e não dizemos nada.
na segunda noite,
já não se escondem
pisam as flores,
matam nosso cão
e não dizemos nada.
até que um dia
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa
rouba-nos a luz
e, conhecendo nosso medo
arranca-nos a voz da garganta
e já não podemos dizer nada."
.::Sempre::.
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Itapeva, 17 de janeiro de 2006
Cântico Negro
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces Se ao que busco saber nenhum de vós responde Prefiro escorregar nos becos lamacentos, Como, pois, sereis vós Ide! Tendes estradas, Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Essa parte em negrito eu soube de cor por muito tempo. O Cântico funcionava como um hino pra mim. Um grito de rebeldia. Outro dia me deparei com ele no blog da Dê e não deu outra: sai andando e falando a poesia como se nunca tivesse deixado de fazer isso. NÃO, NÃO VOU POR AI... tá?
Itapeva, 08 de janeiro de 2006
Janeiro
Ainda em ritmo Pareço estar melhor comigo 28/01/86 |
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