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"na primeira noite
eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim
e não dizemos nada.
na segunda noite,
já não se escondem
pisam as flores,
matam nosso cão
e não dizemos nada.
até que um dia
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa
rouba-nos a luz
e, conhecendo nosso medo
arranca-nos a voz da garganta
e já não podemos dizer nada."
.::Sempre::.
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maio 2006 março 2006 janeiro 2006 dezembro 2005 novembro 2005 outubro 2005 setembro 2005 julho 2005 junho 2005 .::Festim::.
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Itapeva, 25 de março de 2006
março
mais um março março a mulher está na lua o fato de insitir realmente é bom respirar março/1985
Itapeva, 18 de março de 2006
sábado ensolarado
Fui à piscina hoje. Clube de Campo. Seis meses já se passaram e nada de lançarem o veredicto final. Tenho minha vida presa nas mãos de outros. Dependo, embora isto não influencie meu pensamento e minha ação. Não sinto nada. Indistintamente tudo me parece especial. De certa forma descuido das minhas mais loucas vontades, deixo que elas aconteçam por si. Estou alheia, consciente de que estou, mas fazer mais o quê se tenho que me sentar para esperar os frutos e as flores? Fico observando lunaticamente. Desconfio do futuro que fatalmente passará por mim sem tomar cuidado algum. Ainda disponho de tempo... Acho que sim. Vou dormir. Mil galos cantam na madrugada linda de pedra chata. Somos índios verdes nas raízes. 05/11/1983
Itapeva, 12 de março de 2006
Medo
Medo do gerente 19/02/1986
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