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"na primeira noite
eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim
e não dizemos nada.
na segunda noite,
já não se escondem
pisam as flores,
matam nosso cão
e não dizemos nada.
até que um dia
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa
rouba-nos a luz
e, conhecendo nosso medo
arranca-nos a voz da garganta
e já não podemos dizer nada."
.::Sempre::.
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Itapeva, 27 de maio de 2006
Instintos
Não adianta ir contra meus instintos Sei que é abusar do ego Como é bom o sabor do reencontro Que bom que tudo acontece É de pingos que se faz a chuva 31.01.1986
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