![]() |
||
|
"na primeira noite
eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim
e não dizemos nada.
na segunda noite,
já não se escondem
pisam as flores,
matam nosso cão
e não dizemos nada.
até que um dia
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa
rouba-nos a luz
e, conhecendo nosso medo
arranca-nos a voz da garganta
e já não podemos dizer nada."
.::Sempre::.
![]()
![]() .::Email::.
.::Passei::.
agosto 2006 julho 2006 junho 2006 maio 2006 março 2006 janeiro 2006 dezembro 2005 novembro 2005 outubro 2005 setembro 2005 julho 2005 junho 2005 .::Festim::.
Ambos os 2 Animais fofos Anormal Arte musical Até que enfim Café Paris Caminhando e cantando Cheid Pulgas Claudia Telles CoRa Cuore di Chiara Dias de Chuva Dolce Vita Eu, por eu mesma Horizonte Geométrico Jardim das Delícias Louco por vinil Nas rodas do samba Nexos Nightmare Oggi in Poi Olhando a vida de frente Oncotô? Pássaro Distante Pernambaiano Retratos e canções Revisita da MPB Rosa Choque Sounds of Silence Ventania Wonderland YourSoul .::Onde ir::.
.::Quadros::.
![]() ![]() .::Gente que fez::.
|
Itapeva, 12 de julho de 2006
Fotos? Ainda não!
As fotos ficaram prontas! Farei um curso básico rápido com minhas filhas.
Itapeva, 05 de julho de 2006
A 1ª Comunhão
Quando cheguei à Igreja, no sábado à noite, a primeira pessoa que cumprimentei foi o Padre Dinho. - Deus te ilumine! E nada de gracinhas, heim? Ele riu e me abraçou. Somos amigos de escola e, depois de nos perdermos pelo mundo, o reencontrei numa loja de 1,99 e quase caí dura e seca pra trás... - Padre? Como assim? Vocação. E toda vez que a gente se encontra, reafirma que é isso mesmo que ele queria da vida. Quem assiste a uma missa rezada por ele, sabe e sente que é a mais pura verdade. Foi ele que batizou Lu e Gi, numa cerimônia maravilhosa cuja história é contada aqui, (dias 21 e 25 de março, pra quem tiver curiosidade). Voltando à missa, mal começou e eu já estava chorando só de ver Lu entre as 10 meninas que iam fazer a 1ª Comunhão. Passou um filme na minha cabeça, desde quando ela nasceu e eu nasci junto: mãe. Chorei porque hoje ela me cobra que eu seja mais amiga do que mãe e eu não sei ser. Eu sei ser mãe. Ou acho que sei. E é difícil entender que minha filha cresceu, tá quase uma mulher e não se importa se seu quarto está arrumado ou se tem canetas e lápis no estojo que vai pra escola com a mochila cheia de papéis amassados. Durante a cerimônia tive algumas ausências, pedindo a Deus que naquele pedaço de farinha molhado no vinho, tivesse algum temperinho mágico e especial, capaz de tornar nossa convivência mais pacífica, mais proveitosa. Eu sei que estamos perdendo tempo com esses embates e que lá na frente, em alguma curva do caminho vamos sentar e rir, achando tudo bobagem. Então pra que esperar essa curva? Por que não sentamos agora e rimos de tudo? Por que não facilitamos? No final, Padre Dinho chama as meninas para fazerem a benção final com ele. Lu fica, casualmente, ao lado dele. Após a prece, ele a abraça e ... - Vem cá, Luiza. Abraçando você, estou abraçando todas as meninas. Mas por que especialmente você? Porque eu sou amigo da sua mãe e da Rita, sua madrinha de fé. Já te batizei, estou fazendo sua 1ª Comunhão e espero fazer o seu casamento. Isso pode demorar um pouco né? Já que não pude casar meus amigos, vou casar seus filhos... Depois das fotos, dos beijos, das flores, cheguei bem perto do ouvido dele e... - Eu pedi pra você não fazer nenhuma gracinha, né? Um abraço apertado sela e confirma nossa amizade. De volta ao lar, doce lar, a vida segue seu curso normal. Percebo que o tal temperinho mágico não cai do céu. Somos nós, dia a dia, que temos de cultiva-lo.
|
|